Validador de sitemap XML
O Validador de Sitemap busca o arquivo de qualquer domínio e aponta os erros de estrutura antes de você enviá-lo ao Google. A diferença em relação ao relatório de Sitemaps do Search Console é o momento e o alcance: o relatório só avalia o sitemap depois do envio, só na propriedade que você verificou, e reporta o que o Googlebot encontrou. A ferramenta valida na hora, em qualquer domínio, inclusive num arquivo que ainda não subiu.
Conteúdo do sitemap
A busca é feita pelo servidor do site, assim o navegador não bloqueia por CORS.
Como validar um sitemap
Aponte o endereço do arquivo, cole o conteúdo ou envie o arquivo, e clique em Validar.
- Na aba Link, informe o endereço completo, como
https://exemplo.com/sitemap.xml. A busca é feita pelo servidor deste site, e um arquivo comprimido em.gzé descompactado antes da validação. - Na aba Texto, cole o XML. Na aba Arquivo, envie o
.xml, o.txtou o.gzdireto do seu computador, o que serve para validar antes de publicar. - Clique em Validar. O relatório abre com a contagem de erros e avisos, o tipo detectado, o número de URLs, o tamanho do arquivo e a lista de entradas.
O tipo é detectado sozinho: sitemap de URLs, índice de sitemaps ou sitemap de texto. Você não precisa informar qual é.
Como ler o resultado da validação
Cada apontamento vem com a linha ou a URL em que ele acontece, e cada um tem uma correção direta.
Erro impede o processamento do arquivo ou de uma entrada. Aviso indica algo fora do protocolo que costuma passar, mas que vira problema no dia em que o Google apertar. Esta é a lista do que a ferramenta devolve.
| Apontamento | O que aconteceu | Correção |
|---|---|---|
| XML malformado | O arquivo não fecha uma tag, tem caractere inválido ou mistura conteúdo antes da declaração. | A mensagem traz a posição relatada pelo parser. Nada mais é validado até isso ser resolvido. |
| Namespace ausente ou diferente | O elemento raiz não declara xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9". |
Declare o namespace exatamente assim, inclusive o http, que faz parte do identificador e não é um endereço a visitar. |
Raiz não é urlset nem sitemapindex |
O arquivo é XML válido, mas não é um sitemap. | Confira se o endereço não está entregando outro arquivo, como um feed RSS. |
<url> sem <loc> |
Uma entrada não informa o endereço, que é o único campo obrigatório. | Remova a entrada ou preencha o <loc>. O número da entrada vem na mensagem. |
<loc> não é URL absoluta |
O endereço está relativo, como /pagina/, em vez de completo. |
Use sempre https:// mais o host mais o caminho, em toda entrada. |
| URL em outro host | A entrada aponta para um domínio diferente do host onde o sitemap está publicado. | Mova a URL para o sitemap do host dela. Fora de cross-submit em propriedade verificada, o Google ignora essas entradas. |
<lastmod> fora do formato |
A data não segue o W3C Datetime, que aceita 2026-08-18 ou a forma completa com hora e fuso. |
Corrija o formato. Data em padrão brasileiro ou sem fuso na forma longa cai aqui. |
<changefreq> ou <priority> inválido |
O valor está fora do vocabulário aceito, ou a prioridade não está entre 0.0 e 1.0. | Corrija ou remova o campo, que é opcional nos dois casos. |
| Acima de 50.000 URLs ou de 50 MB | O arquivo passou de um dos dois limites do protocolo. | Divida em vários arquivos e declare todos num índice de sitemaps. |
| Content type inesperado | O servidor entregou o arquivo com um tipo que não é XML. Quando é HTML, quase sempre é página de erro no lugar do arquivo. | Ajuste o tipo no servidor e confira se o endereço entrega mesmo o sitemap. |
Os limites de 50.000 URLs e 50 MB entram aqui como itens verificados. O porquê de cada um está no guia de sitemap XML.
O que a ferramenta verifica
O escopo é conformidade de estrutura contra o protocolo sitemaps.org, mais o que o servidor declarou ao entregar o arquivo.
| Verifica | Não verifica |
|---|---|
| XML bem formado e namespace correto | Se as URLs respondem 200 |
| Tipo do arquivo: URLs, índice ou texto | Se as URLs estão indexadas |
Presença e formato de cada <loc> |
Se as URLs são canônicas |
| Host das URLs contra o host do arquivo | O conteúdo dos arquivos filhos de um índice |
Formato de <lastmod>, <changefreq> e <priority> |
Se as URLs estão liberadas no robots.txt |
| Limites de 50.000 URLs e 50 MB | Se o sitemap foi enviado ao Google |
| Content type e descompactação de gzip | Se o arquivo está declarado no robots.txt |
Para o rastreamento das URLs listadas, o Testador de robots.txt responde a parte que falta.
Por que o Search Console diz que o sitemap está bem e a ferramenta acha erro
Porque os dois medem coisas diferentes: o relatório do Google reporta processamento, esta ferramenta reporta conformidade com o protocolo.
Quando o Search Console mostra "Sucesso", ele está dizendo que conseguiu ler o arquivo e extrair URLs dele, com a contagem do que encontrou. Ele é tolerante de propósito: uma entrada com <lastmod> em formato errado costuma ser aceita com o campo simplesmente ignorado, e uma URL de outro host é descartada em silêncio. Nada disso aparece como erro no relatório, e o total de URLs descobertas também não denuncia o problema, porque ele conta o que sobrou.
A ferramenta lê o mesmo arquivo pelo texto do protocolo e aponta as duas coisas. Nenhuma das duas leituras está errada: a diferença é útil justamente quando o relatório diz que está tudo bem e as páginas continuam sem aparecer. Para o passo seguinte, indexação é outro assunto, e a conta do Google fica no Search Console.
Quando vale validar o sitemap de outro site
Quando você ainda não tem, ou nunca vai ter, acesso ao Search Console daquele domínio.
- Auditoria de cliente: dá para apontar o problema estrutural antes de receber acesso à propriedade, que costuma demorar dias.
- Ambiente de homologação: valide o arquivo gerado em staging, ou o arquivo local, antes de publicar em produção.
- Estrutura de um concorrente: o sitemap é público e mostra como o site organiza as seções, quantas URLs cada uma tem e o que foi atualizado por último.
Em nenhum desses casos existe propriedade verificada, que é o que o relatório do Google exige.
O que a validação não garante
Sitemap válido não é sitemap indexado.
A validação diz que o arquivo está no formato certo e que as URLs estão declaradas como deveriam. Ela não promete rastreamento, não promete indexação e não influencia posição: o sitemap é uma sugestão de descoberta, não uma ordem. O que decide a indexação está em indexação, e o caminho até lá começa no rastreamento. Se as URLs do arquivo forem inconsistentes com as URLs reais do site, vale conferir também a estrutura de URL.
Perguntas frequentes sobre o validador de sitemap
- Preciso ter acesso ao Search Console para validar um sitemap aqui?
- Não. A validação não depende de propriedade verificada nem de login: basta o endereço do arquivo, que é público. É a diferença central em relação ao relatório de Sitemaps do Google, que só existe dentro de uma propriedade que você verificou.
- A ferramenta valida sitemap comprimido em gzip?
- Valida. Quando você aponta um endereço terminado em
.gz, o servidor descompacta antes de analisar. Quando você escolhe um arquivo.gzno seu computador, a descompactação acontece no próprio navegador. Nos dois casos a detecção é pelo conteúdo do arquivo, não pela extensão, então um.xmlque na verdade está comprimido também funciona. - Ela segue os arquivos filhos de um sitemap index?
- Não. Ela valida a estrutura do índice, incluindo o formato de cada
<loc>e o host de cada um, mas não busca os arquivos apontados. Para validar um filho, informe o endereço dele. A decisão é deliberada: um índice pode listar centenas de arquivos, e buscar todos transformaria uma validação em varredura. - Por que a ferramenta aponta erro num sitemap que o Google aceitou?
- Porque o Google reporta se conseguiu processar o arquivo, e é tolerante com campo fora do formato, que ele ignora em silêncio. A ferramenta reporta conformidade com o protocolo e mostra o que foi ignorado. Um arquivo pode estar aceito no Search Console e ainda assim ter entradas que o Google descartou sem avisar.
- Dá para validar um sitemap que ainda não está no ar?
- Dá, pelas abas Texto e Arquivo. É o uso mais comum antes de uma publicação: gerar o arquivo, validar, corrigir e só então subir. Nesse caso a ferramenta não tem como saber o host do arquivo, então em vez de acusar URL de outro host ela avisa quando as URLs se dividem entre hosts diferentes.
- A ferramenta verifica se as URLs do sitemap respondem 200?
- Não. Ela valida o arquivo, não as páginas listadas nele. Verificar o status de cada URL exigiria uma requisição por entrada, o que em um sitemap de 50.000 URLs é uma varredura de site inteiro. Para auditar as páginas em si, o SEO Check analisa uma URL por vez em profundidade.
Veja também
Confira se o rastreamento das URLs está liberado com o Testador de robots.txt, ou audite a página inteira com o SEO Check.